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Cultura do Empreendedor movimenta o Câmpus São Paulo

Mais de 800 pessoas lotaram o saguão do Câmpus São Paulo para acompanhar o Encontro de Empreendedorismo do IFSP. A abertura contou a participação do diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica, Adalton Masalu Ozaki, e do diretor-geral do Câmpus São Paulo, Luis Cláudio de Matos Lima Júnior.

 Durante a cerimônia, Adalton falou da importância de criar um ambiente propício ao empreendedorismo e de como isso beneficia o desenvolvimento do país.Também falou do mapeamento de empreendedores do IFSP: “já conseguimos identificar 43 empresas de ex-alunos que geram mais de 2 mil empregos”, revela. Luis Cláudio pautou sua fala no valor do empreendedorismo para a melhora de um mundo em transformação e no papel do IFSP em oferecer conhecimento e suporte para que seus estudantes possam crescer e evoluir. “Vocês são instrumentos de transformação”, concluiu.

Mercado Bitcoin

altA palestra de abertura do evento trouxe vários estudantes para aprender sobre esse mercado em crescente expansão e também conhecer um pouco da trajetória de Rodrigo Trindade Batista, ex-aluno do IFSP que atualmente é CEO do Mercado Bitcoin, uma das maiores empresas brasileiras que realiza serviços de câmbio de criptomoedas.

Rodrigo contou que iniciou o curso técnico integrado em Processamento de Dados em 1996, e desde então tem atuado na área de informática.A passagem pela escola, segundo o CEO, rendeu mais que amizades e conhecimento. “Minha vida mudou no primeiro dia em que pisei aqui, a Federal abre muito a cabeça da gente amplia nossa visão. Toda a minha formação só existe porque eu estudei aqui”, revela o empreendedor, que também cursou Administração de Empesas na Faculdade de Administração e Economia (USP).

Empreender, para Rodrigo, é algo que sempre esteve em sua vida.Desde pequeno criava outras fontes de renda: “comecei vendendo pipas ainda criança”, explica. O fracasso também fez parte do aprendizado.O empresário contou que antes da atual empresa teve outros seisempreendimentos. A oportunidade de estar à frente desse grupo veio com um grave problema que ocorreu com o Mercado Bitcoin em 2012. “Era um dos clientes da empresa quando ela foi invadida por hackers, e com isso perdi um investimento, mas vi ali uma oportunidade de aliar duas coisas de que gostava: tecnologia e o mercado financeiro. Juntei minhas economias, fiz um empréstimo, me aliei a um sócio e compramos a empresa”. Na época da invasão, oMercado Bitcoin tinha cerca de mil clientes; atualmente possui uma carteira com 400 mil, e pretende alcançar mais de 2 mil até 2018.

Políticas públicas de apoio ao empreendedorismo 

O Secretário de Empreendedorismo do Estado de São Paulo, Roberto Sekiya, e a Secretária Adjunta de Trabalho e Empreendedorismo de Prefeitura Municipal de São Paulo, Juliana Ribeiro, falaram sobre o trabalho do setor público para facilitar a vida dos empreendedores.

Juliana apresentou índices mundiais que indicam as dificuldades dos empreendedores no país.O Banco Mundial avaliou 189 economias e verificou qual o prazo para se abrir uma empresa, apontando que, no Brasil, são necessários 107,5 dias, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência. Quanto à primeira questão, o Município de São Paulo conseguiu reduzir o prazo para sete dias. “A atual gestão pretende tornar a cidade mais amigável para o empreendedor”, conta Juliana, e trabalha para reduzir o prazo de fechamento de empresas e para que o prazo de abertura chegue a dois dias.

Roberto fala também da importância de se estabelecer um canal de comunicação forte entre os empreendedores e o Estado. “O governo deve trabalhar para dar suporte e regular quando há necessidade”, explica.

Desafio de Inovação

altNo período da tarde, os alunos da equipe Pompeia do Câmpus São João da Boa Vista conquistaram o primeiro lugar no Desafio de Inovação, competição organizada pelo NIT do IFSP com o objetivo de fomentar a cultura do empreendedorismo e inovação na instituição. 

Com o projeto “Catador de lixo de águas correntes”, os estudantes de Engenharia de Controle e Automação Murilo Pitta, Gabriel Pedroso e Yanne Guimarães, orientados pelo professor Ricardo Scarcelli, levaram o primeiro lugar na competição. 

De acordo com Scarcelli, um dos grandes problemas mundiais é a poluição dos rios, o que afeta também as hidrelétricas uma vez que o lixo presente na água chega até as turbinas onde se acumula e, consequentemente, paralisa a geração de energia elétrica. O projeto desenvolvido pela equipe Pompeia, ameniza esse problema, trabalhando de forma autossuficiente, sustentável e rentável. “Toda a ideia é baseada no aproveitamento energético das correntes de água em fluxos (rios) existentes. Dessa forma, a corrente é responsável por girar um disco, que contém pás nas extremidades, criando no centro um movimento circular. Ao girar o eixo principal, outros dois eixos giram também, porém no sentido contrário fazendo com que a esteira se mova da parte mais inferior à parte superior. Juntamente com a correnteza, dejetos entram em contato com a esteira e sobem com seu movimento, sendo depositados em um reservatório”, conta.

Com o produto em mercado, concessionárias de usinas hidrelétricas teriam a possibilidade de investir em uma solução e prevenção do problema. Além disso, as estações de tratamento de água e esgoto minimizariam seus custos, refletindo em valores menores para a população. 

O segundo lugar recebeu o valor de R$ 1,3 mil e ficou para a equipe iCARE do Câmpus Registro (projeto Dultrac - Dispositivo Ultrassônico de Tratamento de Câncer de Mama e Próstata). A terceira colocação foi da equipe Lasam, que conquistou R$ 700 com o projeto “Sistema portátil aplicado para monitoramento de contaminantes ambientais sob análise das condições morfológicas de espécies de plantas bioindicadoras”.

As equipes do Desafio de Inovação receberam como premiação Certificados, Medalhas, três e-books doados pela Editora GEN do livro Empreendedorismo, de José Dornelas, além de premiação em dinheiro oferecida pela SAP Brasil. Foram R$ 700 para o terceiro colocado, R$ 1300 para o segundo colocado e R$ 2 mil para o primeiro lugar.

O I Encontro de Empreendedorismo foi encerrado com a palestra do CEO da Catarse, Diego Reeberg, que falou sobre o mundo do financiamento coletivo e contou sobre a trajetória da empresa. No total, o evento contou com 30 atividades, entre palestras, painéis e mini cursos, que ocorreram das 8h30 às 22h, com a participação de mais de mil alunos. 

 

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