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Comissão estuda acesso de imigrantes e refugiados no IFSP

Por meio da Portaria nº 1.838, o IFSP criou, no último dia 16 de maio, uma comissão de estudos para viabilizar o ingresso de refugiados e imigrantes nos cursos da Instituição. 

A comissão tem por objetivo realizar estudos de demandas para viabilizar o ingresso do aluno refugiado e imigrante em situação de vulnerabilidade nos cursos técnicos e superiores, de modo a colaborar para garantir seu acesso a serviços e direitos, inserção social, econômica e produtiva, considerando a situação desfavorável vivenciada por essas pessoas. 

A formação do grupo é resultado das reflexões realizadas durante o III Seminário do IFSP sobre Diversidade Cultural e Educação de 2016, que teve como tema “Migrações internacionais e Direitos Humanos”. A coordenadora de Ações Socioculturais da pró-reitoria de Extensão, Simone Maria Magalhães, explica que os seminários reúnem, no mínimo, dois servidores de cada câmpus do IFSP. Esses servidores têm o compromisso de levar esses debates para a Semana da Diversidade realizada no final do ano em todos os câmpus do IFSP. Após essas discussões, são apontas ações efetivas para sanar deficiências sobre o assunto junto à Instituição. 

Durante conversas com o Coletivo Si, Yo Puedo! (que oferece informações aos imigrantes de origem latino-americana instalados principalmente no bairro do Pari – região onde também se encontra o Câmpus São Paulo do IFSP) e com o professor André Ribeiro da Silva do Câmpus São Paulo, que coordena cursos voltados a esse público, verificou-se que a principal demanda dos estudantes de origem latino-americana é seu acesso aos cursos do IFSP. 

Os imigrantes e refugiados procuram o Instituto Federal principalmente para solicitar a validação do diploma adquirido em outro país e para participar de cursos de português para estrangeiros, como o oferecido por meio do Pronatec em 2015 na cidade de Santo André. 

No entanto, os serviços prestados não atendem à demanda de formação dessa parcela da população. “Precisamos resolver a distância e a falta de informação entre o IFSP e a comunidade. Apesar de estarmos tão próximos fisicamente, há essa distância social”, aponta Simone. 

Além do acesso, serão estudadas maneiras de garantir a permanência, até o fim do curso, desses estudantes que vivem em situação de vulnerabilidade social. “Sabemos que muitas vezes eles não têm um trabalho formal e vivem situações de humilhação social muito forte, entre outras dificuldades, como a falta de domínio da língua portuguesa. Isso tem um impacto no desempenho escolar. Essa demanda vai exigir uma preparação por parte do IFSP também”, acrescenta a servidora. 

Devido à relevância do tema, a comissão reúne quatro pró-reitorias, sendo: Desenvolvimento Institucional; Ensino; Extensão; e Pesquisa, Inovação e Pós-graduação. 

Trabalho

Os membros titulares da comissão já se reuniram duas vezes para apresentação e determinação dos objetivos do grupo e para divisão de tarefas. Os participantes estão realizando o levantamento de ações de acesso e permanência já oferecidos por outras instituições de ensino superior e convidando representantes de comunidades e movimentos de imigrantes e refugiados para apresentarem suas demandas e expectativas. 

A comissão prevê a realização de uma jornada de imigrantes no mês de outubro para apresentar os estudos realizados até então. 

Com duração de seis meses, a comissão deve apresentar, em novembro, o resultado dos trabalhos realizados durante esse período, bem como uma proposta de ação a ser concretizada pelo IFSP. 

Seminário da Diversidade

O Seminário da Diversidade é realizado pela pró-reitoria de Extensão (PRX) desde 2014 com temas variados, que posteriormente são repercutidos em todos os câmpus do IFSP e geram, ao final das discussões, uma atividade prática institucional. Assim surgiram o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e o Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (NUGS). 

Em 2017, o IV Seminário sobre Diversidade Cultural e Educação será realizado no dia 23 de maio com tema "Povos indígenas, territórios e lutas: o desafio do fazer pedagógico", no Câmpus Pirituba. Saiba mais aqui

Clique aqui para ler a Portaria completa.

 

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