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IFSP consegue 6 milhões para projetos de eficiência energética

O esforço empreendido pelo IFSP para aprovar projetos junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem dado resultados: os câmpus Presidente Epitácio, Boituva e São Paulo tiveram suas propostas contempladas, e terão investimentos que giram em torno de 6 milhões. 

As propostas foram aprovadas no âmbito  do “Projeto Prioritário de Eficiência Energética e Estratégico de P&D”(Chamada nº 001/2016 Aneel), que tem como  objetivo principal implementar em instituições de ensino projetos do Programa de Eficiência Energética, integrado com os Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento no tema de Geração Distribuída para reduzir, de forma sustentável, os gastos com energia elétrica, proporcionando também uma adequada e inovadora gestão de energia e capacitação profissional.

 Na prática isso significa impulso a um conjunto de ações de sustentabilidade dentro do IFSP, tendo como resultado direto a economia de energia elétrica e, consequentemente, um melhor aproveitamento dos recursos financeiros do Instituto como um todo.  O pró-reitor de Administração, Silmário B. dos Santos, ressalta a importância dessas ações e reforça o compromisso do IFSP em continuar capitalizando recursos de fontes alternativas em todos os momentos, “sobretudo nesse período de corte de investimentos”.

Os projetos do IFSP foram propostos à Aneel por meio de concessionárias de energia elétrica, conforme as regras estabelecidas na Chamada nº 001/2016. Conheça um pouco sobre cada um deles a seguir.

Presidente Epitácio

O câmpus teve sua proposta aprovada junto à Energisa Sul-Sudeste.O projeto de Eficiência Energética, desenvolvido em parceria com a empresa Dinâmica Energia Solar, previa a substituição de lâmpadas com cogeração de energia elétrica. Foram substituídas 862 lâmpadas fluorescentes, 53 multivapores metálicos. Além disso, as lâmpadas do estacionamento e das áreas externas do câmpus foram substituídas por lâmpadas LED, que possuem fluxos luminosos melhores que as lâmpadas anteriormente existentes, e com menor consumo de energia elétrica. 

O projeto também contemplou a instalação de uma garagem para os automóveis oficiais. A garagem,com cobertura de 60 m², é formada por placas fotovoltaicas com uma potência total instalada de 9,275 KWp, que realizará a geração de energia elétrica em paralelo com a energia recebida da concessionária.

Todo o projeto foi orçado em R$ 249.253,64, sem contrapartida financeira por parte do IFSP. Espera-se, com esses sistemas, reduzir os gastos anuais com energia elétrica do câmpus em até 33%.

Boituva

A proposta do Câmpus Boituva foi aprovada junto à CPFL Piratininga.  O projeto apresentado, que contou com a colaboração da empresa Hytron, prevê a instalação de uma usina de minigeração fotovoltaica (âmbito do Projeto de Eficiência Energética – PEE), a capacitação laboratorial e de recursos humanos (âmbito do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D).

Estão previstos, ainda, estudos da aplicação de materiais de baixo custo sobre os módulos fotovoltaicos para evitar o acúmulo de poeira, melhorando eficiência na manutenção e operação; projeto de kits didáticos de baixo custo para estudo em instalações fotovoltaicas, bem como de laboratório e curso técnico para instaladores fotovoltaicos; Projeto Pedagógico de Curso de energias renováveis para o câmpus, visando à formação de mão de obra qualificada.

As ações previstas no projeto possibilitarão a redução de despesas com energia elétrica e a oportunidade de criação de cursos, bem como a criação de novas linhas de P&D com a participação de professores e alunos de Iniciação Científica, além de proporcionar uma maior infraestrutura com a criação de laboratórios didáticos e de pesquisas, todos seguindo especificações da SETEC e da GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit, Cooperação Brasil - Alemanha). O custo total do projeto é de R$ 2.159.040,91.

São Paulo

A proposta de Eficiência Energética e P&D aprovada junto à AES Eletropaulo traz vários benefícios para o Câmpus Sâo Paulo, para a sociedade e para o setor elétrico.

O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Sinapis, possibilitará ao campus a economia de energia e redução da demanda no horário de ponta de energia. As ações que permitirão essa economia vão acontecer por meio da substituição de aproximadamente 8.500 lâmpadas fluorescentes de 40W por Lâmpadas tubo LED de 18W. A instalação de uma miniusina fotovoltaica de 108kWp sobre a edificação do câmpus também proporcionará economia de energia. 

Os novos projetos de iluminação e a implementação da miniusina serão utilizados como experimentos de laboratório e darão suporte à ferramenta computacional para avaliação prévia da qualidade de energia dos pontos de conexões para inserção de mini e micro GD pela distribuidora de energia local. O laboratório contará com sistemas de medição e supervisão de entrada de energia, dos centros de carga, da geração fotovoltaica e da geração diesel (já existente no câmpus).

Como consequência direta, a sociedade e o setor elétrico poderão contar com profissionais mais bem capacitados e com uma maior rapidez na solicitação de ponto de acesso para a concessionária. Esse projeto tem a previsão de ocorrer durante três anos, com um investimento de cerca de R$ 3,5 milhões.

 

 

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