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Escolas discutem evasão na educação profissional

O Fórum de Educação Profissional do Estado de São Paulo reuniu, em 31 de maio, as principais instituições de ensino para discutir a evasão na educação profissional. O IFSP participou do evento apresentando dados sobre a evasão e as ações promovidas para conter a situação.

Durante a abertura, o presidente da comissão organizadora do evento e coordenador do ensino técnico do Centro Paulo Souza, Almério Melquíades de Araújo, destacou a disposição dos educadores em enfrentar o problema. “Houve unanimidade na escolha do tema, apesar de seralt difícil de falar sobre a evasão. A busca pela educação profissional é significativa. A oferta ainda está longe da demanda e mesmo no pouco tempo de curso (dois anos) existe a perda”, destacou.

Além do IFSP, o Centro Paula Souza, o Senac e o Senai apresentaram dados sobre a evasão no ensino técnico. De acordo com as instituições, as justificativas dos alunos evadidos nem sempre retratam as causas reais que motivam a saída deles.

“O fator econômico parecia o principal problema, mas, na verdade, existem outros diversos fatores”, aponta o presidente da Associação Nacional da Educação Tecnológica, Anet, Fernando Leme do Prado. As expectativas não atendidas pelos alunos é um deles. “Quando o estudante começa a estudar percebe que a grade não atende exatamente o que esperavam”, disse.

A deficiência de aprendizagem da educação básica é outro vilão. Muitos alunos não estão preparados para absorver o conteúdo do ensino profissional porque a educação básica não foi eficiente. “Em alguns casos o processo seletivo para o ingresso no ensino profissional também não avalia se ele tem o conhecimento necessário para enfrentar o curso”, explica Fernando.

Diante de tantas dificuldades para acompanharem os estudos, os alunos desistem. A dificuldade financeira se torna, para muitos, apenas uma desculpa. Mas ela existe. No Centro Paula Souza, o número de alunos do sexo masculino que abandonam as salas de aula é maior. Entre os motivos, a necessidade de trabalhar. O certificado parcial, oferecido por alguns cursos, aumenta as chances de conseguir um emprego, levando os alunos a abandonarem os estudos.

O reconhecimento da qualidade das instituições de ensino também abre muitas portas. A diretora de Graduação do IFSP, Tathiane Cecília Eneas de Arruda, relata que o número de alunos evadidos é maior no segundo semestre porque o mercado disponibiliza empregos temporários. “Por serem alunos do Instituto Federal, conseguem trabalho facilmente, mas acabam ficando retidos e chegam atrasados na aula, até que não conseguem conciliar e abrem mão do curso por já estarem inseridos no mercado”.

A falta de interesse é outro fator de evasão. “A escola se tornou desinteressante”, alertou a coordenadora de uma das frentes do Grupo Educação do Sena, Ana Maria Luiza Marino Kuller. Oferecer meios interativos de estudo e reformular a metodologia de ensino é uma das saídas para apreender a atenção dos alunos.

Todas as escolas apresentaram as ações desenvolvidas para combater a evasão. No IFSP, entre as ações de permanência, destacam-se o Serviço Sócio Pedagógico que orienta e acompanha os alunos, Assistência Estudantil que engloba o atendimento a estudantes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo auxílio transporte, moradia e alimentação e o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) para assegurar aos alunos com necessidades educacionais específicas a inclusão no ambiente escolar.  

 

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