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Professor do IFSP está entre os finalistas da FameLab

O evento está entre as maiores competições mundiais de divulgação científica

  • Publicado: Quarta, 16 de Setembro de 2020, 18h39
  • Última atualização em Quarta, 16 de Setembro de 2020, 18h39

O professor Huyra Estevão de Araujo, do Câmpus Piracicaba, é um dos finalistas da edição brasileira da FameLab. No país, a competição foi lançada em 2005, pelo Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, e atualmente ela é realizada em 32 países pelo British Council. É considerada uma das maiores competições de comunicação científica do mundo.

A premiação selecionou os vídeos nos quais os candidatos tinham que apresentar um conceito científico sem a utilização de recursos audiovisuais e sem edições. O docente apresentou o conceito de Sinterização, que é uma peça chave para o entendimento e desenvolvimento de Materiais Cerâmicos Avançados.

Para Huyra, a primeira dificuldade foi explicar o conceito em três minutos, sem o auxílio de nenhum recurso adicional. “Considerando que os vídeos iam ser enviados para um conjuntos de revisores de cada área, abordar o conceito sem uma superficialidade que prejudicasse o compromisso científico e simultaneamente constituir uma narrativa que possibilitasse a comunicação fluida foi um desafio”, revela. A proposta de divulgação científica também deveria ser enviada em inglês.

Esta é a primeira vez que o professor participa do concurso, que ocorre anualmente e busca promover a aproximação entre cientistas e público em geral, por meio da contextualização e abordagem de temas científicos no dia a dia da sociedade, além de incentivar o desenvolvimento de competências em comunicação, em especial a habilidade oral.

O concurso é um correlato do British Council, que tem desenvolvido ações na perspectiva de divulgação científica, diversidade na ciência e ciência cidadã nos últimos anos. Huyra destaca que, além da competição e da formação complementar, esta é uma oportunidade de participar de espaços que discutem a ciência em dimensões distintas da lógica " fomento-publicação-academia". “Um dos grandes desafios educacionais das instituições é construir a cultura de divulgação do conhecimento científico e fortalecer o diálogo real entre a ciência produzida nesses espaços e a população”, reflete.

A competição reúne pesquisadores de todo o país e proporciona aos participantes a ampliação da rede de contatos e futuras colaborações, visto que a conexão com pesquisadores, estudantes e docentes de diversas instituições potencializa a construção de projetos em rede com foco em divulgação científica e ciência cidadã.

No IFSP o docente ressalta que essa atividade reforça sua atuação no grupo Ceramicando, projeto que envolve bolsistas de Iniciação Científica, Extensão e Ensino em torno do desenvolvimento de materiais cerâmicos avançados, potencializando a compreensão da historicidade e ancestralidade dessa classe de materiais nas comunidades africanas.

A semifinal nacional acontecerá no dia 21 de outubro; nela os 30 candidatos selecionados se apresentarão, ao vivo, em formato virtual, para o comitê avaliador. Os dez mais bem avaliados seguem para a final nacional, prevista para 23 de outubro.

A edição brasileira conta com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

 

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