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Câmpus Guarulhos realiza roda de conversa com profissionais surdocegos

  • Publicado: Quinta, 29 de Agosto de 2019, 14h03

Uma Roda de Conversa sobre surdocegueira foi realizada no dia 21 de agosto no Câmpus Guarulhos. O bate-papo, inédito no IFSP, foi guiado pelos profissionais surdocegos Cláudia Sofia Pereira e Carlos Jorge Rodrigues, e reuniu os alunos do 2º ano do técnico integrado em informática, além de docentes e técnicos administrativos.

A iniciativa foi pensada pela tradutora de Libras do câmpus Pérola Medeiros como forma de colaborar com o processo formativo do estudante surdocego da turma, Arthur Vidal. A assistente social do câmpus Susannah Fernandes explica que a ideia da conversa foi provocar uma reflexão sobre inclusão, de modo a contribuir para que estudantes com e sem deficiência convivam sem medos, preconceitos, rejeições ou qualquer outra forma de isolamento social.

Durante a roda, buscou-se demonstrar que a pessoa com surdocegueira é capaz de realizar tudo o que puder desenvolver como habilidade: praticar esportes, trabalhar, morar sozinha, ter animais de estimação, viajar, namorar, ser independente. O que Cláudia Sofia e Carlos Jorge enfatizaram é que algumas ações sempre precisarão de um guia-intérprete , mas que a condição permite que se leve uma vida normal.

 Arthur considerou a conversa recheada de aprendizado. Ele aproveitou a oportunidade para fazer muitas perguntas aos profissionais que conduziram a atividade, desde como melhorar a leitura em braile até como um surdocego faz para saltar de paraquedas. Para o estudante, o dia terminou com a certeza de que o bate-papo sacudiu todos os participantes.

 A opinião da estudante Ana Maísa do Nascimento corrobora a certeza de Arthur.  Segundo ela, a turma gostou muito da vivência e saiu dela inspirada a conhecer e entender mais sobre as deficiências, especialmente sobre a surdocegueira. 

Atualmente, além de professores intérpretes, o Câmpus Guarulhos conta com vários equipamentos e materiais que possibilitam o atendimento das necessidades específicas de Arthur:  impressora braile, display braile, máquina fusora, material didático recebido do Instituto Benjamin Constant em braile, texturas para estudantes cegos e outros materiais desenvolvidos pelos próprios docentes.

Comunicação – Cláudia Sofia fala normalmente, mas não ouve. Ela se comunica com o interlocutor pelo método Tadoma, que consiste em interpretar o que a pessoa diz tocando-a próximo à boca. Já Carlos Jorge se comunica por libras tátil, método em que a mão do surdocego é colocada em cima das mãos do interlocutor, que é sempre um guia-intérprete.

 

 

 

 

 

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