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IFSP recebe Fórum Nacional dos pró-reitores de Extensão da Rede EPCT

  • Publicado: Quarta, 03 de Outubro de 2018, 19h02
  • Última atualização em Quinta, 04 de Outubro de 2018, 10h36

Pró-reitores de Extensão da Rede Federal de todo o Brasil estão reunidos nessa quarta e quinta-feira, 3 e 4, no Câmpus Guarulhos do IFSP, durante a reunião do Fórum de pró-reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior brasileiras (Forproex). A principal discussão da reunião extraordinária é a curricularização da Extensão.

A vice-coordenadora do Fórum Nacional, Sandra Magni Darwich, do IF Amazonas, abriu as atividades compartilhando o desejo de que o encontro resulte em trabalhos concretos. O anfitrião Ricardo Agostinho de Rezende Junior, diretor-geral do Câmpus Guarulhos, falou da satisfação em receber os pró-reitores de todo o Brasil no fórum, que acontece pela primeira vez no estado de São Paulo. Há seis anos como pró-reitor de Extensão do IFSP, Wilson de Andrade Matos contou que aplicou em São Paulo o que aprendeu com colegas da mesma pró-reitoria de outros estados. “Nesse sentido, o fórum tem contribuído muito para o IFSP.”

O reitor Eduardo Antonio Modena apontou a importância da convivência em rede, a qual possibilita o compartilhamento de dificuldades e soluções, exemplificando com a ajuda recebida do IF Rio Grande do Norte quando da implementação do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) no IFSP. Modena ressaltou ainda a exteriorização dos trabalhos realizados nos Institutos Federais. “Fazer ensino é nossa obrigação, mas nosso diferencial é levar a produção científica para os arranjos produtivos, para a comunidade por meio do tripé Ensino, Pesquisa e Extensão”, avaliou.

Marcos Vinicius Taques Arruda, do IF Mato Grosso, chamou a atenção para a relevância da pauta do fórum, que inclui discussões sobre a curricularização da Extensão, metodologias, acompanhamento e avaliação de ações de extensão, propostas de programas referenciais para a Rede Federal e seu financiamento.

Da esquerda para a direita: Marcos Vinicius Taques Arruda,
Sandra Magni Darwich, Wyllys Abel Farkatt Tabosa, Eduardo
Antonio Modena, Wilson de Andrade Matos e Ricardo
Agostinho de Rezende Junior

 

 

O reitor do IF Rio Grande do Norte, Wyllys Abel Farkatt Tabosa, coordenador da Câmara de Extensão do Conif, explicou que o encontro extraordinário foi necessário pela impossibilidade de finalizar a pauta durante a Reunião de Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec), realizada no último mês de setembro na cidade de Búzios. Ele espera levar as discussões de São Paulo para a próxima reunião do Conif, que acontece em algumas semanas em Fortaleza, durante os Jogos dos Institutos Federais.

A principal expectativa dos participantes do fórum é sobre os debates da curricularização da Extensão, que  tem por base a meta 12.7 da Lei 13.005 (Plano Decenal de Educação, para 2014-2024), de 25 de junho de 2014, que estabelece às Instituições de Ensino Superior “[...] assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social”.

Outro ponto importante, cita Wilson de Andrade, é a resolução que o Conselho Nacional de Educação (CNE) está prestes a aprovar sobre as Diretrizes para Extensão Universitária em todo o Sistema de Educação das Instituições de Educação Superior brasileiras. Wilson e outros quatro membros representantes de universidades públicas, comunitárias e privadas são membros da comissão técnica que discute o assunto, instituída pela Câmara de Ensino Superior, do CNE.

De acordo com o Forproex, a resolução institui princípios, fundamentos e procedimentos para a Extensão Universitária brasileira, com foco em ações que promovam a interação dialógica com os demais setores da sociedade, a formação cidadã de estudantes, a indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão, e a produção de saberes e conhecimentos transformadores. Saiba mais aqui.

Entre os pró-reitores, outra grande preocupação é a escassez de verbas para a Extensão. Nos encontros, eles buscam, entre os colegas, alternativas de captação de recursos. Rafael Trocoli, do IF Baiano, conhece bem a realidade do setor. Ele conta que foi bolsista, enquanto estudante universitário, foi coordenador de Extensão no Câmpus Senhor do Bonfim e hoje é pró-reitor de Extensão. “Consigo pensar como bolsista e extensionista, e nossa grande limitação é a condição orçamentária. Aqui, no encontro, visualizamos alternativas inteligentes que não dependam tanto de recursos”, pontua.

Desde maio como pró-reitora de Extensão do IF Rio de Janeiro, Cristiane Henriques de Oliveira conta que os encontros são muito válidos para a troca de experiências, principalmente nesse início de gestão. “Já consegui verificar experiências de outros IFs que são importantes para a minha realidade também, de modo a potencializar ações de Extensão.  Um exemplo é a parceria com os diretores dos 15 câmpus do IFRJ para a oferta de bolsas aos alunos. Nesse momento de poucos recursos, precisamos de mais estratégias e do redirecionamento de recursos. O aluno que participa de projetos de Extensão amadurece, ele passa a defender e cuidar mais da Instituição”, avalia.

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