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Neabi no Conemac: ações para o empoderamento e a desconstrução de práticas racistas

Confira o resultado do III Concurso Literário do Neabi/Nugs– IFSP

  • Publicado: Sexta, 30 de Novembro de 2018, 09h47
  • Última atualização em Sexta, 30 de Novembro de 2018, 13h28

O conhecimento e a troca de experiências podem ser instrumentos de resistência e de valorização da memória, cultura e diversidade étnica e racial. Essa foi a mensagem deixada pelo Espaço Neabi (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas) no V Congresso de Extensão e Mostra de Arte e Cultura do IFSP (Conemac), realizado de 27 a 29 de novembro, no Câmpus Barretos. Em uma sala especial, o Neabi contou com diversificada programação, incluindo rodas de conversa, oficinas, mesas-redondas, atividades formativas, apresentações de trabalhos e exposições.

Quem passou pelo Espaço Neabi durante os três dias do congresso pôde ouvir a voz de uma resistência embasada no conhecimento e no processo sistemático de desconstrução de práticas e conceitos racistas que persistem no cotidiano, de forma velada ou explícita.

O estudante de pós-graduação Michael Dias de Jesus, um dos coordenadores do grupo, explica que o Neabi é responsável por debater e defender as ações afirmativas no âmbito do IFSP, em especial as questões que envolvem discriminação racial enfrentada pelo negro, quilombola e indígena. “O Neabi articula e promove ações voltadas para a igualdade racial no ambiente acadêmico, com atenção também à formação dos futuros profissionais”, enfatiza. 

Durante o congresso, os estudantes que participam do programa “Neabi em Ação”, desenvolvido em diversos câmpus do Instituto, também apresentaram relatos, experiências e resultados de 19 projetos aprovados no último edital.

Vivências indígenas

Representantes das aldeias indígenas Icatú (Braúna – SP), Caarapó, Piragué e Panambi (Mato Grosso do Sul) participaram de duas mesas-redondas com o tema “O indígena e a universidade” e “Cultura e Diversidade Étnica Indígena”, com relatos e desafios enfrentados no contexto político e social brasileiro. O cacique Ranulfo de Camilo destacou as relações entre a tradição e a cultura de seu povo e a convivência com a tecnologia e os desafios da vida moderna. Ele também revelou o preconceito que sua tribo enfrenta. “Temos muita dificuldade de ser o que a gente é. É muito triste ver nossas crianças crescendo com medo, sabemos dos riscos para nossa sobrevivência. Não quero respeito apenas para o meu povo, mas para todo ser humano”, considerou. 

 Cultura e diversidade

O Espaço Neabi contou com exposições permanentes de artesanato indígena e quilombola, além de livros com diferentes temáticas africanas e afro-brasileiras; mural de frases, painéis de fotos, apresentação de curtas-metragens e exposição dos textos selecionados no III Concurso Literário Neabi e Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (Nugs).

 Nesta edição do Conemac, o Neabi também presta homenagem a duas mulheres negras que lutaram em defesa de uma sociedade mais igualitária e sem discriminação: Carolina de Jesus, uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, autora do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada publicado em 1960, e Marcela dos Santos, professora negra que ajudou a criar o Neabi e faleceu neste ano.

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Confira aqui o resultado do III Concurso Literário Neabi e Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (Nugs)

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