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Estudantes de Bragança trabalham problemas reais de empresa

  • Publicado: Quarta, 17 de Abril de 2019, 13h30
  • Última atualização em Quarta, 17 de Abril de 2019, 13h34

Os alunos ingressantes do curso de Engenharia em Controle e Automação do Câmpus Bragança Paulista  estão vivenciando pela primeira vez, já a partir do 1° semestre do curso, o contato direto com a realidade da indústria, por meio do componente curricular "Projeto de Controle e Automação".

A proposta foi trazida pelo coordenador do curso Adilson Cândido, que ministra a disciplina neste 1° semestre de 2019. Ele faz uso de metodologias ativas de ensino, mais especificamente, utilizando-se de estratégias de aprendizagem baseada em problemas (Problem Based Learning – PBL). Com o esforço e dedicação dos alunos focados em atender demandas reais provenientes de indústrias, a metodologia tem ainda mais efetividade, além de maior aproximação entre o curso e demandas internacionais para a formação de profissionais para o século XXI.

“Tive a grande oportunidade de estar em contato direto com a metodologia PBL durante a participação de um programa de capacitação no ano de 2016 na Finlândia, referência em diversos indicadores mundiais, e desde o meu retorno, luto por adaptar estas ações à realidade brasileira”, relata o docente Adilson.

Na disciplina, situações problemas são apresentadas aos alunos para serem abordados durante todo o semestre letivo. Como resultado final, espera-se a apresentação de propostas, ideias ou até mesmo protótipos de soluções para o desafio ou melhoria de processo. Ações como esta possibilitam ao estudante o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao profissional tecnológico, tais como a capacidade de trabalho em equipe, liderança, autonomia, pensamento crítico e criativo, comunicação oral e escrita, resolução de problemas e visão empreendedora.

Para execução da proposta, o docente valeu-se de acordos de cooperação com empresas firmados pelo programa de Extensão Conexão Indústria, que trabalha no sentido de aproximar os ambientes acadêmico e profissional. A empresa MaxGear, que atua na fabricação de componentes para o mercado automotivo, foi escolhida pela proximidade com o câmpus, que facilita a logística de movimentação dos alunos, e aceitou trabalhar junto aos estudantes.

Inicialmente, em março, os alunos realizaram uma visita técnica para conhecer os processos da empresa, bem como conhecer os principais requisitos dos projetos reais com os quais atuarão ao longo do semestre letivo. A partir de então, com muito estudo e criatividade, eles se dividirão em grupos para buscar soluções com real potencial de aplicação às necessidades da empresa, por meio de pesquisas bibliográficas ou sugestões técnicas, com suporte técnico do Câmpus Bragança Paulista do IFSP, além do acompanhamento dos engenheiros da Max Gear e da orientação do professor Adilson Cândido.

Por meio do programa de Extensão Conexão Indústria, o docente viu a oportunidade de intensificar esta relação do curso com o arranjo produtivo, social e cultural local, bem como a possibilidade da aplicação de consagradas “boas-práticas” mundiais. "A proposta do professor Adilson é excelente e está em total consonância com o trabalho desenvolvido pelo Conexão Indústria. De imediato aceitamos o desafio e decidimos apoiá-lo na implantação desta ideia" declarou o professor Marcos Alexandre, um dos coordenadores do programa de Extensão.

O engenheiro Guilherme Barros destaca a importância da participação da MaxGear na proposta: “Durante a minha formação acadêmica, não tive esta oportunidade que os alunos de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal de Bragança Paulista estão tendo. Vejo que esta ação é um grande diferencial para a formação acadêmica e a empresa tem muito a se beneficiar com esta mais nova ação dentro do programa Conexão Indústria”.

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