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IFSP lança Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas

Neabi é lançado durante evento em homenagem a Luiz Gama

Cerimônia realizada na manhã de hoje (24) marcou o lançamento do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do IFSP. Na ocasião, os membros que comporão o Neabi (veja a lista aqui) foram diplomados e presenteados com o livro “Com a Palavra Luiz Gama”, de Lígia Ferreira.

O Núcleo é a tradução do compromisso que o IFSP vem estabelecendo, desde 2013, para promover uma educação de respeito e valorização à diversidade cultural brasileira. O Pró-reitor de Extensão do Instituto, Wilson Matos, lembrou a importância de romper com as estruturas que afastam muitos brasileiros das instituições públicas de educação. “É importante promovermos a integração, independentemente da origem financeira e étnico-racial”, ressaltou. 

O Neabi pretende desenvolver atividades educativas de ensino, pesquisa e extensão ligadas às questões étnico-raciais. A ideia é inserir a temática do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena em ações trans e interdisciplinares, que direcionem para uma educação pluricultural e pluriétnica. Wilson lembra que a reserva de vagas para negros é um avanço, mas não é suficiente para garantir a permanência no IFSP. “Precisamos trabalhar para que o instituto seja cada vez mais inclusivo”.Membros do Neabi são diplomados

O lançamento do Neabi fez parte do 1º ato da “Homenagem a Luiz Gama, o Patrono da Abolição”, realizado hoje pela manhã, na Câmara Municipal de São Paulo. Participaram, além do Pró-Reitor de Extensão do IFSP, Wilson de Andrade Matos, o tataraneto de Luiz Gama, Benemar, e Edson França, da Unegro, Gabriel Kolyniak, da Editora Córrego (Selo Preto-Black), José Abílio Ferreira, escritor e jornalista (poeta e estudioso de Luiz Gama), Max Muratório, da Cia Um Brasil de Teatro (Produtor da Tríade de Luiz Gama), Oswaldo Faustino, escritor de diversas obras, inclusive “A Luz de Luiz”, livro infanto-juvenil sobre Luiz Gama, Silvio Luiz de Almeida, do Instituto Luiz Gama, entre outros nomes.

O 2º ato do evento está marcado para as 17h30, no Largo do Arouche (busto de Luiz Gama), de onde os participantes sairão em caminhada até o Cemitério da Consolação. O dia 24 de agosto foi escolhido para a realização dos atos em referência à data da morte de Luiz Gama.

A homenagem integra uma proposta de reconstrução do herói, que prevê ainda reivindicação de selo dos Correios, nome de logradouro e inclusão de Luiz Gama no Livro dos Heróis da Pátria

Quem é Luiz Gama? Nasceu livre e foi vendido pelo pai aos 10 anos de idade. Libertou-se aos 18 anos, e tentou frequentar o curso de Direito do Largo do São Francisco. Por ser negro, enfrentou a hostilidade de professores e alunos, mas persistiu como ouvinte das aulas. Não concluiu o curso, mas o conhecimento adquirido permitiu que atuasse na defesa jurídica de negros escravos.

Na década de 60, destacou-se como jornalista e colaborador de diversos periódicos progressistas. Em 1869, fundou com Rui Barbosa o Jornal Radical Paulistano. Projetou-se na literatura em função de seus poemas, nos quais satirizava a aristocracia e os poderosos de seu tempo. Foi um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil, estando sempre engajado nos movimentos contra a escravidão e a favor da liberdade dos negros.

 

 

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