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Professores e alunos criam diário virtual para partilhar atividades na quarentena

Participam da iniciativa professores e alunos dos câmpus Campinas, Capivari e Hortolândia

  • Publicado: Terça, 31 de Março de 2020, 19h05
  • Última atualização em Sexta, 03 de Abril de 2020, 15h02

A palavra “quarentena”, tão repetida ultimamente, não é exatamente nova na vida das pessoas. Muitos de nós já precisamos ficar de quarentena por causa de doenças comuns e contagiosas, como a catapora, por exemplo. De acordo com o dicionário, em termos médicos, a palavra se refere ao isolamento de certas pessoas, lugares e animais que podem acarretar perigo de infecção. O que é novo para todos é ver praticamente o mundo inteiro de quarentena por causa de um vírus, o Covid-19. Mas quem disse que este momento de confinamento e ausência de convívio social precisa ser improdutivo? Um grupo de alunos e professores do IFSP resolveu criar um diário virtual para partilhar ideias e atividades no período de isolamento.

A ideia partiu do professor Edson Anício Duarte, do Câmpus Campinas. Ele conta que, logo no início da quarentena, viu um post no Facebook onde estava escrito que, durante o surto de Peste Negra, em 1666, Isaac Newton ficou confinado na casa de sua mãe e fez importantes descobertas, como o Teorema Binomial, a Lei da Gravitação Universal e a Natureza das cores. “Não sei se era fakenews, mas foi um incentivo para que eu pudesse mobilizar professores parceiros e meus alunos a iniciarem os registros de suas atividades durante a nossa quarentena”, afirmou.

De acordo com Edson, o diário é colaborativo: todos os dias cada um acessa o googledocs e faz uma breve descrição do que fez durante o dia, e de preferência posta uma foto da sua produção ou da sua atividade. Segundo ele, do dia 16 de março para cá foram feitos 60 registros individuais, com mais de cem atividades relatadas.  A ferramenta conta com a participação de quatro professores, sendo três do Câmpus Campinas e uma do Câmpus Capivari; mais cinco alunos, sendo três do Câmpus Campinas e duas alunas do Câmpus Hortolândia, e ainda três ex-alunos. O professor conta que o diário, além de servir para acompanhar os trabalhos dos alunos durante este período, tem sido um meio para que todos partilhem atividades, mantendo a cabeça ativa.

Outros professores e alguns dos alunos que estão partilhando atividades por meio do diário contam que a ferramenta tem ajudado desde ocupar a mente, tirar dúvidas e organizar melhor os estudos e tarefas até a sentir-se menos só, ter mais esperança. “É inacreditável o poder desse diário! A cada anotação, a cada tarefa concluída é como se conseguíssemos mais motivação para estudar, trabalhar, crescer, evoluir e, com pequenas conquistas científicas, ter esperança para criar um mundo melhor”, conta Vinícius dos Santos Ribeiro, aluno do 3° ano do curso Técnico Integrado em Eletrônica do Câmpus Campinas.

A professora Gislaine Vieira Damiani, do Câmpus Capivari, disse que registrar o dia a dia da quarentena tem possibilitado com que ela olhe para trás e veja o que produziu e o que está produzindo. “Me faz perceber que sou útil enquanto aguardo a ‘tempestade’ passar.  Tenho a sensação de ‘materializar’ minhas ações, ou seja, no final do dia eu olho e consigo visualizar minha produção, e isso me dá uma sensação de tranquilidade, de dever cumprido.”

Grazielly Sousa de Lima, do primeiro semestre do curso Engenharia de Controle e Automação, do Câmpus Hortolândia, conta que a experiência do diário está sendo muito produtiva, ajudando inclusive aos alunos envolvidos com projetos a não perder o costume de escrever em seus diários de bordo. “É bom ver que a ciência nos acompanha onde quer que estejamos e que é possível sim, desenvolver, conhecer e estudar em qualquer lugar”, afirmou.

Ficou curioso sobre o que o pessoal está escrevendo no diário? Ele está disponível no Facebook: https://www.facebook.com/salinhaprojetos

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