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Pesquisadores mapeiam casos de Covid-19 no interior

 

Docente do IFSP e geógrafo identificam rápido avanço dos casos da doença no interior

  • Publicado: Quarta, 03 de Junho de 2020, 10h55
  • Última atualização em Quinta, 18 de Junho de 2020, 10h17

A professora do Câmpus Catanduva do IFSP Thaís Tinós e o geógrafo Mateus Vidotti estão desenvolvendo um estudo para compreender a espacialização dos casos de COVID-19 nos 13 municípios que compõem a microrregião de Catanduva. 

Os primeiros produtos gerados são mapas que mostram a evolução dos casos confirmados e dos óbitos pelo novo coronavírus no período de 29 de março a 29 de maio de 2020 nos municípios de Ariranha, Cajobi, Catanduva, Catiguá, Elisiário, Embaúba, Novais, Palmares Paulista, Paraíso, Pindorama, Santa Adélia, Severínia e Tabapuã.

Ao mapear as informações, o geógrafo Mateus Vidotti espera que a população consiga visualizar e compreender com mais facilidade o avanço recente do vírus. “O objetivo central desse mapeamento é, a partir da espacialização das ocorrências, alertar para a rápida propagação da Covid-19 pelas cidades da região nas últimas semanas”. 

Os dados coletados nos boletins oficiais publicados por cada município mostram que o primeiro caso na microrregião de Catanduva foi confirmado no final de março e, em pouco mais de 60 dias, os casos de Covid-19 saltaram para 170. O número de óbitos também é preocupante: das dez mortes confirmadas no período, sete ocorreram no mês de maio. Da microrregião, apenas o município de Embaúba não apresentou casos da doença até 29 de maio. 

Projeções do governo estadual mostram que a doença se propaga quatro vezes mais rápido no interior do que na capital paulista, o que indica que, nas próximas semanas, todos os municípios devem ter casos confirmados.

Thaís ressalta que muitos moradores de Catanduva e das cidades vizinhas têm ignorado o isolamento social, pois veem nos jornais os casos se concentrando na capital e se sentem seguras no interior. “Com o crescimento exponencial dos casos confirmados na nossa microrregião, o isolamento social é decisivo para conter o avanço da Covid-19 e não sobrecarregar o sistema público de saúde”, alerta a docente.

Segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, a média de isolamento social no município de Catanduva, epicentro da doença na microrregião, é de 44%, muito abaixo do recomendado para o controle da propagação do vírus (70%). “Acredito que a flexibilização da quarentena deveria ser repensada para a região, pois estamos vivenciando a ascendência da curva de contágio, e a queda na adesão ao isolamento social tende a agravar a difusão do novo coronavírus” destaca Thaís Tinós.

O Brasil tornou-se novo epicentro da pandemia no mundo, e o estado de São Paulo concentra o maior número de casos do país. Os pesquisadores esperam mostrar como a geografia e as geotecnologias podem desempenhar um papel importante na luta contra o vírus. Eles pretendem dar continuidade ao estudo e desenvolver um quadro digital de acompanhamento da Covid-19 com atualizações diárias da cidade de Catanduva, além de um mapeamento por bairros do município que poderá auxiliar as autoridades locais a planejarem ações de controle do avanço da doença.

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