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Professor do IFSP publica artigo sobre reaproveitamento de fármacos no combate à Covid-19

A pesquisa testou o reaproveitamento de 9.091 fármacos e identificou 24 medicamentos promissores

  • Publicado: Segunda, 15 de Junho de 2020, 20h54
  • Última atualização em Terça, 16 de Junho de 2020, 14h09

No último dia 25 de maio, o “Journal of Biomolecular Structure and Dynamics Latest Articles”, um dos principais periódicos em publicações sobre ciência computacional de ponta, biologia estrutural e atômica, bioinformática, design de medicamentos, genômica e redes biológicas, publicou o estudo “Repurposing approved drugs as inhibitors of SARS-CoV-2 S-protein from molecular modeling and virtual screening”, pesquisa desenvolvida pelo professor e líder do Grupo de Química Pura, Aplicada e de Ensino (GQPAE) do Câmpus Catanduva, Osmair Vital de Oliveira, em conjunto com pesquisadores colaboradores externos: Gerd B. Rocha (Universidade Federal da Paraíba – PB), Luciano T. Costa (Universidade Federal Fluminense – RJ) e Andrew S. Paluch (Universidade de Miami – Ohio, USA).

Com o avanço da pandemia de Covid-19, a comunidade científica se mobilizou para discutir e estudar métodos de proteção e combate ao coronavírus. Motivada em contribuir com essa luta, a equipe de pesquisadores iniciou uma investigação de medicamentos aprovados a fim de identificar rapidamente um bom candidato contra o vírus.

Após dois meses de pesquisa, o grupo, utilizando-se de técnicas de química computacional, testou 9.091 fármacos, identificando potenciais medicamentos capazes de atuar contra a Covid-19. Segundo o professor Oliveira, a estratégia adotada pode agilizar a identificação de medicamentos eficazes no combate à doença. “Existem milhares desses fármacos, e seria impossível a realização de testes in vitro e in vivo em curto prazo em todos. Nessa triagem, obtivemos 24 fármacos com alto potencial para esses estudos.” Os ensaios in vitro e in vivo são estudos pré-clínicos que auxiliam a medir a eficácia e a toxicidade do fármaco antes de administrar um medicamento aos humanos.

De acordo com o estudo, o melhor fármaco identificado na triagem computacional é o digalato de teaflavina, um antioxidante natural encontrado em chá preto. Entre os compostos pesquisados, 14 são oriundos de chás. Além disso, os fármacos ivermectina e selamectina, previstos no trabalho, já mostraram atividade inibitória do vírus em testes in vitro. Vale salientar que testes experimentais in vitro e in vivo são necessários para a comprovação efetiva ou não dos compostos obtidos in silico. Portanto, esses fármacos só podem ser utilizados com recomendação médica.

A publicação do estudo em um periódico de reconhecimento internacional possibilita grande visibilidade do trabalho por diferentes pesquisadores, laboratórios e empresas farmacêuticas no mundo. Desde 2 de junho, data da publicação online, o artigo teve cerca de 1.200 acessos.

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