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Professor da Universidade de Lisboa Ministra aula no Câmpus São Paulo

Atividade faz parte do Acordo de Cooperação entre o IFSP e a Universidade de Lisboa.

  • Publicado: Quinta, 25 de Outubro de 2018, 18h46
  • Última atualização em Quinta, 25 de Outubro de 2018, 21h36

Os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do Câmpus São Paulo assistiram nesta quinta-feira, 25 de outubro, a uma aula do professor Hugo José Abranches Farias, do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design, da Universidade de Lisboa. Hugo Farias falou sobre sua pesquisa “Arquitetura da Habitação – questões atuais: versatilidade e hibridez tipológica".

A atividade faz parte do Acordo de Cooperação entre o IFSP e a Universidade de Lisboa, firmado em 14 de setembro de 2017. Duas alunas do IFSP encontram-se na instituição para o intercâmbio de graduação. O acordo permite que, durante o intercâmbio, os estudantes possam realizar projetos de pesquisa e o Trabalho de Conclusão de Curso de forma conjunta entre as duas Instituições.

O professor Hugo Farias apontou que a parceria entre as instituições de ensino prevê também a capacitação dos docentes brasileiros num curso de doutorado na área de Arquitetura e uma rede internacional de pesquisa.

Apesar da influência arquitetônica trazida pelos portugueses quando da colonização do Brasil, a situação se inverteu na metade do século 20: uma geração de grandes arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer, passou a influenciar a arquitetura portuguesa.

Diante do crescimento imigratório de brasileiros rumo a Portugal, o docente não exclui a possibilidade de haver uma abertura no mercado imobiliário voltado aos brasileiros, mas cita que, curiosamente, parte dos brasileiros vivendo em Lisboa busca residências de alto padrão. “O mercado imobiliário de alto luxo tem como compradores em primeiro lugar os brasileiros; em segundo, os franceses; em terceiro, os chineses; e só em quarto, os portugueses”, revela.

Para ele, o mais enriquecedor da parceria entre o IFSP e a Universidade de Lisboa é poder trocar ideias e comparar projetos desenvolvidos nos dois países. Em relação ao mercado de trabalho, ele garante que ainda há mais espaço para portugueses em São Paulo, principalmente no tocante à superação do desafio do déficit habitacional na capital paulista. “Em Portugal existe o déficit, mas numa escala incomparavelmente menor que São Paulo”, observa.

O docente Alexandre Kenchian, de Arquitetura e Urbanismo do Câmpus São Paulo, disse que existe uma admiração mútua em relação ao trabalho dos profissionais da área no Brasil e em Portugal. “Os portugueses se impressionam com o que fazemos aqui no Brasil, e nós nos impressionamos o que eles fazem lá em Portugal. É uma troca de experiências que enriquece todas as partes.”

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